quinta-feira, 1 de junho de 2017

Atividade Sensorial: brinquedos na gelatina

Olá a todos!

No vídeo de hoje mostramos uma atividade para ajudar na sensibilidade tátil dos meninos. É muito comum essas alterações sensoriais em pessoas que têm autismo, essa sensibilidade pode ser percebida quando a criança fica manipulando a saliva, não quer ficar descalça, não quer cortar as unhas, pentear os cabelos, entre outros. Não necessariamente a criança precisa apresentar todas essas características para percebermos essa sensibilidade, mas percebemos alguns incômodos que ela pode demostrar ao longo do dia e algumas atitudes que demonstram que essa área sensorial precisa ser trabalhada. Então nada melhor que fazermos atividades que eles vão se divertir ao mesmo tempo que serão estimulados. Essa atividade com gelatina é muito boa, porque a criança tem a possibilidade de tocar numa textura diferente, assim como a temperatura. O importante é deixar a criança explorar sem forçar, pois dependendo do grau da sensibilidade ela pode ao invés de se divertir, sofrer com a brincadeira. Os meninos estranharam um pouco, mas aceitaram explorar a gelatina e os brinquedos cada um de sua maneira, foi bem divertido e com certeza iremos repetir a atividade mais vezes.
Espero que gostem e que aproveitem essa ideia para interagir mais e mais com sua criança, pois além da estimulação tátil, também, temos a possibilidade de brincarmos juntos e isso é sempre muito gratificante e divertido para todos.


Autora: Ana Paula Miranda

domingo, 2 de abril de 2017

Dia da Conscientização do Autismo

Olá a todos!

Hoje comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Há nove meses recebemos a notícia de que nossos tão amados filhos tinham o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), mal sabíamos o que isso significava e tivemos esse tempo, o mesmo tempo em que um bebê espera para nascer para descobrirmos. Podemos dizer que também tivemos a oportunidade de renascemos, pois hoje temos novas crenças, novos valores, temos um novo jeito de pensar e de valorizar tudo e todos à nossa volta. É como se a Ana Paula e o Marcelo antes do diagnóstico tivessem evoluído de tal forma, que podemos dizer que nascemos de novo. Nascemos em vontade de fazer a diferença na vida de nossos filhos, nascemos na certeza de que a cada dia eles irão se superar, sem provar nada a ninguém, sem precisar ser os melhores, por que afinal, o que é ser o melhor? Quando olhamos para nossos filhos não os enxergamos em cima de uma pista de corrida, onde só terá um vencedor. Quando olhamos para eles vemos que o melhor que podemos ser nesta vida é sermos pessoas que buscam fazer o bem e reconhecer os valores nos gestos e nos sentimentos mais simples. É isto que ensinamos à eles diariamente. 
A cada dia mais e mais famílias estão aprendendo a conviver com o Autismo em suas vidas e no autismo tudo é tão complexo que não dá para ficarmos indiferentes nesta situação. O tratamento do TEA exige participação e dedicação constante de todos que convivem com pessoas que têm esse diagnóstico, por isso somos NÓS E O AUTISMO, pois nossos filhos precisam que estejamos inteiramente entregues a esta causa. 
Por um mundo mais tolerante e pelo bem de tantos que vivem com esse transtorno, esperamos poder conscientizar não somente em Abril, mas para a vida toda.
Tudo de bom pessoal. Desejamos que tenham um dia iluminado!


Autoria texto: Ana Paula Miranda

domingo, 12 de março de 2017

Como ensinamos aos nossos filhos a habilidade de apontar

Olá a todos!

Já se passaram vários meses desde que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) faz parte de nossas vidas. Através deste espaço tivemos a oportunidade de dividir várias experiências e conquistas de nossos meninos, porém percebemos que apesar dos vários avanços que eles apresentaram, tinham um potencial para irem além e foi seguindo nossos instintos que decidimos, depois de realizar muitas leituras, após irmos em cursos e durante as conversas que tivemos com vários terapeutas, estabelecer um meta específica para eles atingirem. A meta selecionada foi a habilidade apontar. Para isso  não oferecíamos nada, desde brinquedos até comidas, sem solicitar para eles apontarem. Claro que de início não entendiam nosso objetivo, mas ao passar do primeiro mês logo começaram a ter reações diferentes, o Gustavo começou a apontar para tudo, já o Felipe que teve mais facilidade no começo, em seguida parou de apontar na maioria das vezes e em algumas situações passou a usar as palavras "qué" e "dá", quando ele não aponta e não usa nenhuma palavra, nós o auxiliamos a apontar assim como fazíamos no início. O motivo pelo qual resolvemos compartilhar isso, foi nossa alegria com a evolução deles, porém reconhecemos a importância da escola e das terapeutas que os atendem, pois esses profissionais são essenciais para que recebam tratamento adequado. Esperamos poder ajudar outras famílias que estejam passando por situações semelhantes. 


Autoria texto: Ana Paula Miranda

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Nossa entrevista com Mario D'oro

Olá a todos!

Hoje o post é um pouco diferente, viemos avisar sobre a entrevista que o Mario D'oro fez com a gente. Nesta entrevista contamos um pouco mais sobre nossa história após o diagnóstico dos meninos.
Falamos também sobre o porquê de termos postado vídeos com pouca frequência.
Espero que gostem. Tenham um dia iluminado!



Autoria texto: Ana Paula Miranda

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A seletividade alimentar e o Autismo

Olá a todos!

Pensar que meus filhos podem vir a comer apenas alguns tipos de alimentos sempre me preocupou bastante, tendo em vista uma alimentação saudável e equilibrada, pois quando descobrimos o Autismo, também descobrimos que muitas pessoas que fazem parte do espectro apresentarmos uma certa seletividade alimentar, tendo casos em que comem apenas um ou dois tipos de alimentos. 
Há pouco tempo, o Felipe começou a não aceitar alimentos que sempre comeu sem nenhum problema. Ele apenas queria comer arroz, pão e bolacha maisena (no vídeo esqueço de falar que ele também aceitava a mamadeira), ficamos muito preocupados e nesta tarefa recebemos apoio da professora que colocava caldinho de feijão para que ele não comesse apenas arroz. Aqui em casa, no começo eu tentava insistir incansavelmente para que ele voltasse a comer, mas o que consegui com essa atitute foi vê-lo cada vez mais desanimado com a comida. Então nós mudamos a tática e resolvemos em todas as refeições, independente se ele aceitasse ou não, colocar os outros alimentos no canto do seu prato e às vezes oferecíamos, assim aos poucos ele foi voltando a aceitar (minha mãe nos ajudou muito nesta tarefa, pois com muita calma, sempre ofereceu de tudo para ele e quando não aceitava, lidava muito bem com a situação, oferecendo novamente no outro dia, sem forçar). Aos poucos o Felipe foi voltando a comer os alimentos que não mais aceitava, neste momento apenas as frutas ele não voltou a comer, mas somos persistentes e vamos continuar a apresentar os alimentos a ele sem estresse.
Um ponto importante a ser citado é sobre o futuro, pois o que esperar agora que ele voltou a comer? O que esperar do Gustavo, que até o momento nunca apresentou a seletividade?
A resposta para estas duas perguntas é: não tem como saber. Do mesmo jeito que a seletividade veio e  agora ele já voltou a comer a maioria dos alimentos que se negava, trata-se de um ser humano, que vai muito além do autismo. Estes dois meninos lindos que tanto amamos não são somente crianças com TEA, são seres humanos complexos que ao longo da vida podem apresentar ou não a seletividade e não vai adiantar nada eu ficar me preocupando com o futuro, mas será muito produtivo minha família e eu observarmos o presente e ajudá-los sempre que precisarem de imediato. Às vezes a resolução será mais rápida e às vezes não. O que importa é não desistir e sempre acreditar no potencial da criança. 
Para finalizar gostaria de deixar um recado, apesar de eu não ter autismo, não gosto de comer alguns alimentos, então porque meus filhos deverão comer de tudo? Claro que nós os incentivamos a comerem de tudo, mas acredito que fazer esta exigência acaba sendo até sem sentido, pois independente do diagnóstico muitas pessoas não gostam de comer vários alimentos. Então respeite sempre a criança que você tem. 
Espero que gostem do vídeo.


Autoria texto: Ana Paula Miranda

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O diagnóstico que nos levou a termos mais confiança e gratidão

Olá a todos!

Este foi um ano de muitas mudanças, afinal os dois meninos que tanto amamos estavam se desenvolvendo sem nos causar grandes preocupações, porém um certo dia percebemos que eles pararam de falar, de dar tchau, mandar beijos. Além disso, o olhar dos dois foi se tornando mais distantes e eles preferiam ficar quietinhos brincando cada um do seu jeito. Brincadeiras como esconde-esconde, empurrar o irmãozinho no carrinho foram parando, achamos que era ciúmes do brinquedo. Sobre a fala e os gestos, acreditamos que por conta deles terem começado a andar, não tinham mais necessidade de pedir água por exemplo, pois se a quisessem, chegariam até ela sozinhos. 
Foi somente quando minha irmã nos alertou que percebemos que aquelas atitudes não poderiam ser ignoradas e assim descobrimos o Transtorno do Espectro do Autismo e junto com esse diagnóstico, demos início a uma nova rotina, não somente de encaminhamentos aos tratamentos necessários, mas também às estimulações que realizamos em casa.
Fora toda a correria que enfrentamos diariamente, veio também a mudança no nosso comportamento, pois não podemos deixar que o cansaço nos alcance facilmente. Claro que como qualquer outra pessoa, há dias em que precisamos de um tempo a mais com nós mesmos, mas pelo fato de vermos a evolução na interação deles, a vontade de realizar atividades em conjunto fica mais acentuada e com isso nosso ânimo é muito maior do que era antes.
Outra mudança observada está no fato de que sempre acreditamos no potencial de nossos amados, mas ao conhecer o que é o Autismo e como ele pode afetar algumas áreas do desenvolvimento deles, nos demos conta de que esse "acreditar", não é somente maneira de dizer, mas é um sentimento tão forte e tão real que temos certeza da capacidade que cada um tem de ser feliz, independente se esta felicidade for diferente da felicidade de outras pessoas. Cada um tem uma maneira de sentir o mundo a sua volta e respeitamos isso profundamente, assim como deixamos claro que eles podem contar com a gente para o que precisarem, mas isso aconteceria, independentemente de qualquer diagnóstico, pois o amor que sentimos por nossos filhos nos faz querer ser diariamente pessoas cada vez melhores.
Queremos aproveitar para AGRADECER a todos nossos AMIGOS e nossa FAMÍLIA que durante este ano tanto nos apoiaram. Obrigada de coração a cada um que nos ajudou e nos ajuda com essa linda missão de CUIDAR COM TANTO AMOR DOS NOSSOS DOIS ANJOS AZUIS.


Autoria texto: Ana Paula Miranda

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Falando sobre expectativas

Olá a todos!

Quais são suas expectativas quando olha para aquela criança que tanto ama e que tem autismo? Desde a descoberta do diagnóstico que acreditamos dia após dia na capacidade de nossos amados, mas o que quero dizer com isso? Acreditar na capacidade significa acreditar que eles estarão a todo momento recebendo estímulos suficientes para se desenvolverem de acordo com as características individuais de cada um. Afinal, quem deseja que seus filhos tenham muita dificuldade ou que sofram preconceitos? É muito difícil pensar que isso pode acontecer, mas quem foi que disse que crianças típicas também não sofrem preconceitos? Muitas sofrem por vários motivos, seja por conta do seu peso, seja por conta de sua condição financeira, seu jeito de se vestir, entre muitos outros casos que infelizmente presenciamos das mais diversas maneiras. Ter expectativa nada mais é do que ter a certeza de que independente da condição financeira, nada vai faltar às suas crianças, pois o melhor que podemos oferecer à eles é o amor incondicional e a vontade incansável de ensinar não uma, nem duas vezes, mas a quantidade de vezes que se fizerem necessárias.



Autoria: Ana Paula Miranda