domingo, 12 de março de 2017

Como ensinamos aos nossos filhos a habilidade de apontar

Olá a todos!

Já se passaram vários meses desde que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) faz parte de nossas vidas. Através deste espaço tivemos a oportunidade de dividir várias experiências e conquistas de nossos meninos, porém percebemos que apesar dos vários avanços que eles apresentaram, tinham um potencial para irem além e foi seguindo nossos instintos que decidimos, depois de realizar muitas leituras, após irmos em cursos e durante as conversas que tivemos com vários terapeutas, estabelecer um meta específica para eles atingirem. A meta selecionada foi a habilidade apontar. Para isso  não oferecíamos nada, desde brinquedos até comidas, sem solicitar para eles apontarem. Claro que de início não entendiam nosso objetivo, mas ao passar do primeiro mês logo começaram a ter reações diferentes, o Gustavo começou a apontar para tudo, já o Felipe que teve mais facilidade no começo, em seguida parou de apontar na maioria das vezes e em algumas situações passou a usar as palavras "qué" e "dá", quando ele não aponta e não usa nenhuma palavra, nós o auxiliamos a apontar assim como fazíamos no início. O motivo pelo qual resolvemos compartilhar isso, foi nossa alegria com a evolução deles, porém reconhecemos a importância da escola e das terapeutas que os atendem, pois esses profissionais são essenciais para que recebam tratamento adequado. Esperamos poder ajudar outras famílias que estejam passando por situações semelhantes. 


Autoria texto: Ana Paula Miranda

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Nossa entrevista com Mario D'oro

Olá a todos!

Hoje o post é um pouco diferente, viemos avisar sobre a entrevista que o Mario D'oro fez com a gente. Nesta entrevista contamos um pouco mais sobre nossa história após o diagnóstico dos meninos.
Falamos também sobre o porquê de termos postado vídeos com pouca frequência.
Espero que gostem. Tenham um dia iluminado!



Autoria texto: Ana Paula Miranda

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A seletividade alimentar e o Autismo

Olá a todos!

Pensar que meus filhos podem vir a comer apenas alguns tipos de alimentos sempre me preocupou bastante, tendo em vista uma alimentação saudável e equilibrada, pois quando descobrimos o Autismo, também descobrimos que muitas pessoas que fazem parte do espectro apresentarmos uma certa seletividade alimentar, tendo casos em que comem apenas um ou dois tipos de alimentos. 
Há pouco tempo, o Felipe começou a não aceitar alimentos que sempre comeu sem nenhum problema. Ele apenas queria comer arroz, pão e bolacha maisena (no vídeo esqueço de falar que ele também aceitava a mamadeira), ficamos muito preocupados e nesta tarefa recebemos apoio da professora que colocava caldinho de feijão para que ele não comesse apenas arroz. Aqui em casa, no começo eu tentava insistir incansavelmente para que ele voltasse a comer, mas o que consegui com essa atitute foi vê-lo cada vez mais desanimado com a comida. Então nós mudamos a tática e resolvemos em todas as refeições, independente se ele aceitasse ou não, colocar os outros alimentos no canto do seu prato e às vezes oferecíamos, assim aos poucos ele foi voltando a aceitar (minha mãe nos ajudou muito nesta tarefa, pois com muita calma, sempre ofereceu de tudo para ele e quando não aceitava, lidava muito bem com a situação, oferecendo novamente no outro dia, sem forçar). Aos poucos o Felipe foi voltando a comer os alimentos que não mais aceitava, neste momento apenas as frutas ele não voltou a comer, mas somos persistentes e vamos continuar a apresentar os alimentos a ele sem estresse.
Um ponto importante a ser citado é sobre o futuro, pois o que esperar agora que ele voltou a comer? O que esperar do Gustavo, que até o momento nunca apresentou a seletividade?
A resposta para estas duas perguntas é: não tem como saber. Do mesmo jeito que a seletividade veio e  agora ele já voltou a comer a maioria dos alimentos que se negava, trata-se de um ser humano, que vai muito além do autismo. Estes dois meninos lindos que tanto amamos não são somente crianças com TEA, são seres humanos complexos que ao longo da vida podem apresentar ou não a seletividade e não vai adiantar nada eu ficar me preocupando com o futuro, mas será muito produtivo minha família e eu observarmos o presente e ajudá-los sempre que precisarem de imediato. Às vezes a resolução será mais rápida e às vezes não. O que importa é não desistir e sempre acreditar no potencial da criança. 
Para finalizar gostaria de deixar um recado, apesar de eu não ter autismo, não gosto de comer alguns alimentos, então porque meus filhos deverão comer de tudo? Claro que nós os incentivamos a comerem de tudo, mas acredito que fazer esta exigência acaba sendo até sem sentido, pois independente do diagnóstico muitas pessoas não gostam de comer vários alimentos. Então respeite sempre a criança que você tem. 
Espero que gostem do vídeo.


Autoria texto: Ana Paula Miranda

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O diagnóstico que nos levou a termos mais confiança e gratidão

Olá a todos!

Este foi um ano de muitas mudanças, afinal os dois meninos que tanto amamos estavam se desenvolvendo sem nos causar grandes preocupações, porém um certo dia percebemos que eles pararam de falar, de dar tchau, mandar beijos. Além disso, o olhar dos dois foi se tornando mais distantes e eles preferiam ficar quietinhos brincando cada um do seu jeito. Brincadeiras como esconde-esconde, empurrar o irmãozinho no carrinho foram parando, achamos que era ciúmes do brinquedo. Sobre a fala e os gestos, acreditamos que por conta deles terem começado a andar, não tinham mais necessidade de pedir água por exemplo, pois se a quisessem, chegariam até ela sozinhos. 
Foi somente quando minha irmã nos alertou que percebemos que aquelas atitudes não poderiam ser ignoradas e assim descobrimos o Transtorno do Espectro do Autismo e junto com esse diagnóstico, demos início a uma nova rotina, não somente de encaminhamentos aos tratamentos necessários, mas também às estimulações que realizamos em casa.
Fora toda a correria que enfrentamos diariamente, veio também a mudança no nosso comportamento, pois não podemos deixar que o cansaço nos alcance facilmente. Claro que como qualquer outra pessoa, há dias em que precisamos de um tempo a mais com nós mesmos, mas pelo fato de vermos a evolução na interação deles, a vontade de realizar atividades em conjunto fica mais acentuada e com isso nosso ânimo é muito maior do que era antes.
Outra mudança observada está no fato de que sempre acreditamos no potencial de nossos amados, mas ao conhecer o que é o Autismo e como ele pode afetar algumas áreas do desenvolvimento deles, nos demos conta de que esse "acreditar", não é somente maneira de dizer, mas é um sentimento tão forte e tão real que temos certeza da capacidade que cada um tem de ser feliz, independente se esta felicidade for diferente da felicidade de outras pessoas. Cada um tem uma maneira de sentir o mundo a sua volta e respeitamos isso profundamente, assim como deixamos claro que eles podem contar com a gente para o que precisarem, mas isso aconteceria, independentemente de qualquer diagnóstico, pois o amor que sentimos por nossos filhos nos faz querer ser diariamente pessoas cada vez melhores.
Queremos aproveitar para AGRADECER a todos nossos AMIGOS e nossa FAMÍLIA que durante este ano tanto nos apoiaram. Obrigada de coração a cada um que nos ajudou e nos ajuda com essa linda missão de CUIDAR COM TANTO AMOR DOS NOSSOS DOIS ANJOS AZUIS.


Autoria texto: Ana Paula Miranda

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Falando sobre expectativas

Olá a todos!

Quais são suas expectativas quando olha para aquela criança que tanto ama e que tem autismo? Desde a descoberta do diagnóstico que acreditamos dia após dia na capacidade de nossos amados, mas o que quero dizer com isso? Acreditar na capacidade significa acreditar que eles estarão a todo momento recebendo estímulos suficientes para se desenvolverem de acordo com as características individuais de cada um. Afinal, quem deseja que seus filhos tenham muita dificuldade ou que sofram preconceitos? É muito difícil pensar que isso pode acontecer, mas quem foi que disse que crianças típicas também não sofrem preconceitos? Muitas sofrem por vários motivos, seja por conta do seu peso, seja por conta de sua condição financeira, seu jeito de se vestir, entre muitos outros casos que infelizmente presenciamos das mais diversas maneiras. Ter expectativa nada mais é do que ter a certeza de que independente da condição financeira, nada vai faltar às suas crianças, pois o melhor que podemos oferecer à eles é o amor incondicional e a vontade incansável de ensinar não uma, nem duas vezes, mas a quantidade de vezes que se fizerem necessárias.



Autoria: Ana Paula Miranda

sábado, 12 de novembro de 2016

Explorando espaços públicos

Olá a todos!

Neste vídeo mostramos como é possível realizar diversas atividades mesmo sem usar materiais específicos, basta a boa vontade dos pais ou responsáveis em querer estimular e ajudar suas crianças. Sabe aquela pracinha ou aquele parque que você às vezes não dá valor? Aproveite este espaço para mostrar as árvores aos seus amados, sintam como é a textura de suas folhas e de seus troncos. Caminhe na grama, na calçada cimentada e deixe a criança perceber a diferença entre estes solos. Deixe ela sentir o cheiro das flores e das ervas do local. Enfim, sempre interaja com a criança e aproveite estes momentos para ensinar algo novo a ela. Espero que gostem e se inspirem cada dia mais.


Autoria texto: Ana Paula Miranda

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Atividade sensorial com bola de velcro e camiseta com feltro

Olá a todos!

Neste vídeo mostramos uma atividade diferente. Separei duas camisetas dos meninos já bem usadas e velhinhas, comprei feltro azul e amarelo, cola tecido, velcro (destes que vêm com adesivo) e bolinha pequena (destas que vendem em farmácias - Anti Stress). Após medi a olho mesmo a parte da frente e de trás das camisetas, cortei e colei os feltros coloridos e com os pedacinhos que sobraram, aproveitei para colá-los nas mangas das roupas. Após cortei o velcro (usei o lado áspero) em vários pedaços pequenos e fui colando na bolinha. Deixei tudo secar por um dia inteiro e finalmente pudemos realizar a atividade.
Quem nos ensinou a fazer isso foi a Terapeuta Ocupacional dos meninos.
Nós adoramos a ideia porque além de melhorar a coordenação motora, também há o benefício da interação social que acontece durante a brincadeira. Há também a possibilidade de resolver problemas, pois quando eu colava a bolinha na parte de trás da camiseta, apesar deles não a enxergarem, somente a sentirem, tinham que fazer um movimento todo direcionado para conseguir pegá-la.
O bom de realizar várias atividades diferentes é que as crianças terão a oportunidade de através delas estimular diversas áreas cognitivas e sensoriais.
Espero que gostem!



Autoria: Ana Paula Miranda